5 broncas famosas de Papas!

Sim, às vezes o Papa também tem que dar uns bastas

De vez em quando, até os Papas precisam “dar uma dura” diante de certos comportamentos. Estes 5 casos ficaram famosos:

1 – O RELÓGIO DE PAULO VI

O beato Paulo VI tinha resolvido convocar todos os núncios do mundo, mas de forma privada. No entanto, encontrou a notícia da convocação estampada para o planeta na semana seguinte, e assinada pelo atual decano da Sala de Imprensa da Santa Sé, Giampaolo Iorio. Quem sentiu a força da desaprovação do Papa foi o seu relógio de pulso, que simplesmente se quebrou quando ele bateu o punho na mesa ao ver a publicação que ele próprio tinha determinado expressamente que não fosse feita.

Em outra ocasião, Paulo VI foi vítima de um possível furto no apartamento pontifício. Ele quis que o caso ficasse em segredo para evitar que a investigação incorresse em qualquer injustiça. Mas a imprensa soube… E, novamente, o Papa não gostou nadinha das indiscrições que tinham vazado a informação interna.

2 – SÃO JOÃO PAULO II E O VATICANISTA

São João Paulo II ficou bastante ofendido quando o vaticanista Domenico Del Rio, do jornal italiano La Repubblica, dedicou chamativa entrevista a um teólogo que criticava o que, segundo ele, seriam “aspectos triunfalistas do pontificado Wojtyla”, nomeadamente as viagens internacionais do Papa, que o entrevistado achava “custosas e espiritualmente pouco produtivas”.

Del Rio acabou sendo excluído do seguinte voo papal – afinal, se era para dar voz desproporcional a críticas parciais sobre essas mesmas viagens, para que ele iria junto? Cerca de cinquenta colegas dele escreveram então uma carta aberta de solidariedade e a remeteram ao Secretário de Estado, que era o cardeal Agostino Casaroli. Mas o puxão de orelhas dado pelo Vaticano deu resultado: Del Rio avaliou mais a fundo o sentido e a importância das viagens apostólicas e acabou se tornando o defensor mais ferrenho de São João Paulo II, chegando a compará-lo, mais tarde, com Moisés.

Anos depois, em seu leito de morte, o vaticanista confiou ao colega Luigi Accattoli uma mensagem ao Papa: “Eu gostaria que você dissesse ao Papa que eu agradeço muito a ele. Veja se você consegue enviar a ele esse recado. Que eu lhe agradeço, com humildade, pela ajuda que ele me deu para acreditar”. De fato, a fé morna de Del Rio tinha começado a se reaquecer precisamente por causa dos testemunhos de São João Paulo II – que ele via de perto durante… as viagens do Papa.

3 – FRANCISCO E OS PADRES NIGERIANOS

O Papa Francisco também demonstrou, recentemente, que a paciência tem limites: ele chegou até a pensar no extremo de suprimir uma diocese inteira – e só não o fez porque “a Igreja é mãe e não pode abandonar tantos filhos“.

Quem desafiou a paciência pontifícia foi a rebeldia, que já se arrasta há 4 anos, do clero dioceseno de Ahiara, na Nigéria: os padres de lá não querem aceitar o bispo nomeado em 2012 pelo Papa Bento XVI porque ele não pertence à sua etnia.

Francisco tomou uma iniciativa sem precedentes nos tempos modernos: numa carta bastante dura, ordenou que todos os sacerdotes da diocese de Ahiara, residentes ou não em seu território, escrevam uma carta dirigida pessoalmente ao Papa pedindo perdão, expressando com clareza a sua total obediência e aceitando qualquer bispo que o Papa decidir enviar. A carta-resposta de cada um dos clérigos de Ahiara deverá ser enviada em até 30 dias a partir da missiva do Papa (o prazo vencerá no dia 9 de julho) e quem não o fizer será imediatamente suspenso a divinis e afastado do seu ofício.

Isto parece muito duro”, disse Francisco a uma delegação nigeriana, “mas por que o Papa faz isso? Porque o povo de Deus está escandalizado. E Jesus nos lembra que aqueles que escandalizam deve arcar com as consequências”.

4 – FRANCISCO E OS REGISTROS DE VIAGENS DOS CARDEAIS

Francisco já havia sido peremptório também com os cardeais: retomando uma tradição que tinha ficado de lado durante trinta anos, ele pediu que todos os cardeais residentes em Roma registrem os seus períodos de ausência e especifiquem quanto tempo estarão fora e onde ficarão hospedados.

Simplesmente foi retomada uma tradição saudável. Uma bela tradição que já existia”, esclareceu o porta-voz vaticano, Greg Burke, a respeito da carta enviada pelo Papa ao decano do Colégio dos Cardeais determinando a medida.

O vaticanista Salvatore Izzo publicou em seu blog que algum cardeal “deve ter irritado Francisco” para que ele precisasse reativar essa tradição.

5 – FRANCISCO E OS JOVENS ALVOROÇADOS: “NÃO SEJAM EGOÍSTAS!”

Uma das mais famosas repreensões públicas feita pelo Papa Francisco pôde ser vista na Praça de São Pedro. Havia na ocasião 40 mil jovens da Cidade do México em visita ao Vaticano: ansiosos para ver o Papa de perto e tocar nele, uma parte dos jovens passou dos limites básicos da educação e do bom senso e começou a puxá-lo, chegando quase a derrubar Francisco sobre um rapaz em cadeira de rodas.

Os guarda-costas tentavam manter a ordem, mas foi o próprio Francisco quem teve de “dar uma dura” nos jovens alvoroçados: “Não sejam egoístas! O Papa é de todos!”, disse ele, com voz firme e rosto sério, aos fiéis que puxavam o seu braço em fevereiro de 2016.

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